
Editado "Magnífico Material Inútil", Os Pontos Negros trataram de começar a rodá-lo pelo país fora. A viagem começou no MusicBox e, segundo se conta, foi uma noite de fazer inveja a muitos. Pois bem, pelo que eu próprio vi no Maus Hábitos, a 18 de Outubro, a festa repetiu-se e, se Deus quiser, há-de repetir-se muitas mais vezes, porque a energia destes rapazes não parece esgotar-se.
Como, infelizmente, acontece sempre nestas andanças, quem, tão cedo, consegue um lançamento por uma multinacional acumula uma enorme lista de fiéis inimigos. O que vale é que, em contrapartida, a música d'Os Pontos Negros chegou igualmente aos ouvidos de uma geração inconscientemente sedenta de um rock & roll à sua imagem.
Posto isto, as expectativas eram unânimes: a sala ia estar cheia de juventude. E assim foi. Filipe, Jónatas, Silas e David, os quatro modestos moços responsáveis por tanto alarido, ocupam os seus lugares e o espectáculo começou: rock em português a atingir até os corpos mais tímidos com largas doses de desassossego e boa disposição. Tudo isto durante cerca de uma hora de certeiras canções.
Se bem me lembro, todo o "Magnífico Material Inútil" foi reproduzido antes do encore, onde, depois da insistência do público, a banda recuperou a já clássica "Canção da Lili", que teve direito a especiais manifestações de loucura: desde o célebre mosh até ao croud-surfing que levou Filipe a observar de uma outra forma o tecto de uma sala infinitamente alegre e festiva. Só faltou Olguinha, a professora de piano, a fazer de cereja no topo do bolo.
Se Queluz já era pequena demais para o talento d'Os Pontos Negros, o país que se dilate porque eles não param de crescer!
VÍDEO: Os Pontos Negros - Conto de Fadas de Sintra a Lisboa
VÍDEO: Os Pontos Negros - Roque & Dão
VÍDEO: Os Pontos Negros - Querida
VÍDEO: Os Pontos Negros - Canção da Lili
OS PONTOS NEGROS
MAUS HÁBITOS
18/10/2008





































